...::.Quinta-feira, Dezembro 29, 2005.::...


testizinhus inuteis!

softcell.JPG
You have a lot going for you, but most people will
only remember you for one thing, and a lot of
them will try to copy it. They'll all suck at
it, though. Besides, you've got better stuff.


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

*ViviS* - 3:32 AM
"I luv rock n roll, so put another comment in the blogger, baby..." - Comentaí

...::.Terça-feira, Dezembro 20, 2005.::...


Fim de um ciclo


Fevereiro de 2002
texto publicado no Trouble people

Bom, olha que suuuper empolgante! Hoje foi meu primero dia de Faculdade! Comecei na UniclaRRR fazendo Letras (port/ingles) Sabe, talvez eu me de bem... vai saber neh?! Afinal, "sonhos saum ruins... qdo tdo que eles fazem eh deixar a verdade para trás..."(sc), issu nunca fez taanto sentido! Sei lah.. esperança eh a ultima que morre... quem sabe eu me torno escritora, cantora, atriz, diretora de clip/filme famosa mesmo num é?!
Entaum, dexa eu contar como foi lah... Cheguei moh.. "what sux!", de boa neh... ai jah encontro o mala do Rafael! Como tow perdida nakele mundareu... perdidos por perdidas fodidas estamos num eh?! entaum fui pedir informação pra ele (mesmo q inutil! heheh), eh naum adiantou nada! ele nunca fala coisa com coisa...Tive q achar a classe sozinha! :/ Sux again!!! quase entrei na classe errada.. mas descobri q ser bicão às vezes ajuda! heheh.. me intrometi na conversa de uns carinha lah e consegui achar a classe... qdo eu entrei moh stress neh?! soh tinha veeeelho!!! blergh!!!! :///// Blz neh...
Ai entrou a prof. Super simpatiquinha ela! gostei! :P Ai ela montou uma roda assim e fez uma dinâmica de grupo, um falando o nome do outro e talz.... ah! teve a minha interpretação de Rose e talz! uahuahu.. foi legal! Pq um tinha q explicar pq o do lado tinha akele nome.. e a Rosely tava do meu lado... ai era a Rose e ela a Vivian... uahuaua.. mto engraçado! Ai intervalooo! Mto gigante essa escola/faculdade! poxa vida!
Fikei no intervalo com a Rose e com a Érica... super gente fina elas! achu q conheço elas de algum lugar! agora vai saber de onde neh?! heheh.. pois eh!
Bom, ai deu sinal pra entrar de novo... e eu vi uma mina q tah minha classe e ela tava de coturno... batata... ela tinha moh cara de gotica... ai ela veio sentar na minha frente... e eu... claro! "vc eh gotica?" num eh q a mina era?! mto loka ela!!! nda de eder gotico malzao!!! ou luana gotica preconceituosa! moh gente fina ela! e nem um poko paga pau! ela EH! Gotica! tanto q eu NUNCA tinha visto ela na minha vida! :)
AMEI! Ai teve aula de informatica dentro da classe mesmo! adorei a prof! Ai tinha uma professora de primario do meu lado... todos mto mto engraçados, divertidos e desencanados!! amei mto mto!!! Ai o Fe passou pela porta e me mandou um tchauzinhu! liindu ele!!! :* eu amu esse meninu! :* q saudadis! heheh
Ai ai... bom... assim, acabou a aula... e eu sai de lah seriamente pensando em ser apenas professora de portugues... hmmm.. quem sabe... depois da professora falando tipo, q a gratificaçao eh ensinar e poder mudar o mundo por suas bases, e ser importante na vida de algumas pessoas... poxa! eu me empolguei! heheh.. :) bunitu issu! :*
Ah... eh... hehehe

Dezembro de 2005
Fazer faculdade é uma dessas experiências que a gente leva pra vida inteira. É algo que não vamos conseguir esquecer nunca e muito menos apagar as marcas que ela deixa em nós. Desde os aprendizados em sala de aula, e os aprendizados fora da sala.
O texto acima eu escrevi depois do primeiro dia de aula, as expectativas eram muitas, e ao ler eu fui lembrando de cada pouquinho que passei...

No primeiro ano, a minha vontade era acabar o quanto antes para que pudesse fazer uma faculdade que realmente gostasse, afinal, a impressão que eu tinha era que aquilo não passava de uma extensão do ensino médio, já que, as matérias eram muito semelhantes às que eu já estudava e conhecia, nem precisava de muito para conseguir tirar notas altas. Comecei na faculdade namorando, terminei solteiríssima. Mas o importante, foi que conheci uma pessoa muito especial lá dentro que continuaria a me acompanhar até os últimos segundos lá dentro, sem ela, eu não teria conseguido sem dúvidas, pra ver a importância é só ler o texto do primeiro dia, ter encontrado a Ly gótica foi um marco na minha vida.

No segundo ano, as matérias se tornaram mais interessantes, e as reviravoltas que a minha vida sofreria em 2003 tornariam esse ano, digamos, especial! Conheci pessoas novas, me soltei de velhos padrões, e cai de cabeça no metaaaaal! Entrei pra Mirror, e principalmente, dei o pontapé inicial no Festival Feminino. Descobri os encantos da Teoria e da Crítica Literária, e tive a oportunidade de ser aluna de uma das melhores professoras que aquela faculdade já teve, a Juliana ergueu aquele curso e o tornou um dos melhores da região.

No terceiro ano, a minha vontade de continuar no curso acabava a cada aula, as matérias voltadas exclusivamente para a licenciatura me deixavam cada vez mais desanimada, os estágios em escolas me irritavam e eu já estava certa de que não queria ser professora, definitivamente. Tentava passar o menor tempo possível em sala de aula, e o pátio se tornou um atrativo maior, ainda com a amizade que construímos com o pessoal de outros cursos, a época que o Rafa ainda estudava lá, e o violão havia virado material essencial para qualquer dia de faculdade. Apesar, de nesse ano estabelecer um vínculo maior com a faculdade quando promovemos o sarau poético com a faculdade e o centro literário, quando participei da semana de letras, desenvolvi projeto de iniciação científica, cantei à capela na recepção de calouros, me apresentei com 2 bandas no palquinho do pátio e ajudei a promover as ¿terças-culturais¿. Ainda, foi o ano que conheci a Marcela, quando juntaram as 2 turmas e construímos uma grande amizade.



No quarto, e último, ano, se a vontade já era pouca, saber que estava quase no fim a tornava cada vez menor. Ficar em sala de aula irritava, entristecia e enjoava. Ainda com o agravante dos cortes feitos no curso, quando nossa coordenadora foi demitida, e gostávamos tanto dela! Grande parte dos professores foram embora, as condições das classes caíram muito, ficar em uma sala minúscula no fim de um corredor menor ainda acabava com qualquer bom humor. De novo, o pátio ainda era a maior atração. Os estágios de regência se tornaram detestáveis, as minhas faltas aumentavam a cada dia, e eu não via a hora que acabassem as aulas, ao mesmo tempo que, não queria deixar os amigos que havia feito por lá.

O que vou levar da faculdade? Além das lições de orações subordinadas substantivas, e de anáforas, ou de parâmetros curriculares e projetos de aula, acho que o mais importante mesmo foi o que eu aprendi com meus colegas! O resto? Qualquer livro ensina...
No momento, estou muito triste por ver aquele prédio como não sendo mais meu prédio! O nosso cantinho perto dos arbustos... que, não vai ser mais o NOSSO cantinho.... As noites que não vão ter mais as risadas, a certeza de ter com que conversar e rir e contar, e enfim...
A saudade parece que vai ser cada vez maior...
E a cada dia que se aproxima do próximo ano, parece que a distância entre todos nós aumenta....
Vou sentir muita falta!
Deixo aqui, minha homenagem mais do que especial a todas as pessoas que estiveram presentes nesses curtos 4 anos:

Eliana, Marcela, Renata, Fernanda, Aline, Adriana, Riviz, Ana Maria, Rapha, Milles, Lau, Fabiana, "Amada", Camila, Marco Aurélio, Rose, Viviane, Carol, Natalia, Alexandre, Juliana, Nádia, Davi, tanta, tanta gente que esteve presente... eu poderia citar todos os nomes!
TODOS vocês são muito especiais! =)
=*
Obrigada por tudo!

*ViviS* - 10:25 AM
"I luv rock n roll, so put another comment in the blogger, baby..." - Comentaí



TOP 5 DA SEMANA


Após anos e anos, comprei um cd original e em loja de cd, então, não consegui parar de ouvir
1 - "Todo mundo quer cuidar de mim" - Brava
2 - "Só porque não é bom" - Brava
3 - "Aquele jeito" - Brava
4 - "Não te conheço" - Brava
5 - "Leve" - Brava

Recomendado! ;)

*ViviS* - 9:00 AM
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...::.Quinta-feira, Dezembro 15, 2005.::...


Gram


É até estranho falar de show do Gram. Na verdade, é até estranho falar de Gram em si! Lembro de quando meu vô me disse que o Serginho tinha ido pra Liverpool como representante do brasil num concurso de covers dos Beatles. E nem conhecia o Serginho, não fazia nem a mínima idéia de como ele era. Sabia que ele era filho do Sergio Guilherme, o primo vereador da família, aquele que sempre conseguia algo pra alguém, aliás, devo dizer aqui que o festival em uma parte aconteceu por conta dele.

Eu me sentindo super a prima do cara que era cover oficial dos Beatles, sempre tinha alguém pra comentar algo quando via o meu sobrenome, afinal, se eu não era parente do cover dos beatles, eu era parente do vereador, ou parente do dono da única loja de instrumentos musicais da cidade. E, felizmente, hoje já posso dizer que começo a fazer fama própria e não apenas a parente do primo do vizinho do amigo e afins...

Mas, voltando ao assunto. Um dia uma amiga minha me diz, que o meu primo (que eu não conhecia) tinha lançado um álbum de sons próprios, fiquei curiosa e descobri que a banda se chamava Gram. E na verdade, só fui descobrir de fato mesmo quando me falaram do clipe, e um dia acabei vendo na MTV o tal gatinho do Gram! Fiquei apaixonada pelo som, pelo clipe e mais feliz ainda ao ver ali embaixo quem tinha feito o clipe: Sergio Guilherme filho. Meu sobrenome cara! Meu primo! Meu deu uma euforiazinha assim, pensar que alguém da sua família ta chegando onde você sempre quis estar...

Com isso saiu o cd, e o primeiro show aqui na cidade, estava eu lá na frente, e quase ninguém no clube, acabado o show fui lá eu conversar com os rapazes e cheguei pro primo, e disse pra ele que eu era prima! Ehehe...Conversamos um pouco, e só fui vê-lo novamente em vários programas da MTV, até o ao vivo Gram. E então, um show do Cia. Paulista em Março que me deixou 1 hora e meia na fila, e ainda assim não entrei! Depois, o lançamento do DVD que teve de novo no mesmo lugar, e dessa vez cheguei com mais de 2 horas de antecedência pra garantir, muita gente lá dentro, e nem consegui chegar perto do primo.

Dessa vez, seria diferente, separei cd, camisetas, bottom, e me preparei pra sexta-feira. Curti o show da primeira fileira, sai fui pro camarim, peguei autógrafo, tirei fotos, troquei idéias e pude sair de lá tão tão feliz! Mais feliz em saber que Rio Claro tem um esperança! Eheheh.. E que se os goianos tem o Violins, ou cariocas tem Polar, Rio Claro tem Gram! Tah bom? ;)

*ViviS* - 2:15 PM
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...::.Domingo, Dezembro 11, 2005.::...


Colheita


Mais um dia frio em Novembro. Não gosto de dias frios, ainda mais quando se era para estar quente. Ventinho chato, vontade de não acordar nunca. Vai chegando o fim do ano eu fico assim, com as pernas agitadas, os olhos irrequietos e uma vontade de correr o tempo todo. E esse frio, no momento, está acabando com essa agitação, e me tornando uma pessoa apática.
Agasalho. Agasalho. A-g-a-s-a-l-h-o. Não é estranho? Repetir palavras até elas não terem mais o sentido que realmente têm? Eu gosto de brincar com isso. Com a insignificância de sentidos impostos.
Tá com frio, não?
Frio é psicológico. Todos os problemas da humanidade são psicológicos. Meu problema é, estritamente, psicológico, e me sinto no direito de não responder a quem não interessa. O frio é no peito.
Orvalho gélido
A flor se estira
Rompe o interno
Cria raiz
Paro estática
Olho de dentro
A flor me ensina
Esta flor definha. Antes fosse culpa do frio. É culpa da fatalidade. Tudo nasce e morre...um aperto...Minha florzinha, há quatro anos floresceu, há quatro anos a cuido. E agora, é hora de morrer. As pétalas estão caindo, o amarelo... não é tão amarelo como era. Eu, que me sinto uma pétala... a pétala ¿de preto¿. Integrante do conjunto harmônico que caminha para o fim.
E fim, tudo tem. Um dia acaba, o que se leva? Aqui no peito...imagem cravada, frases certas. Aqui...pra sempre. Tudo que aprendi com cada vento áspero e cada gota de orvalho.
Ás vezes, me sinto uma violeta. Conotativa e denotativa. Violeta amarela...antítese e paradoxo. Semântica e sintática.
Violeta
Violenta
Violaste
Violão
Vi o chão
Viu? Está acabando. Um, dois, três dias no máximo, alguns poucos trabalhos, e já era. Você sabia que iria acabar. Tudo acaba um dia, não é? E renasce quando se quer. E flores falam? Quando se quer.
Diria-me, que não sigo o padrão, que sou irrequieta demais e que uso preto demais. Grandes amigos e grandes professores.
O mesmo solo suporta outra plantação?
Suj. V. O.D.
O sujeito deveria suportar. E se suporta. Descubro. Fevereiro. Vai ser verão. Mas isso também não importa. Um pensamento liga outro, e o que pensava mesmo é que, o ano está acabando e está frio. Mas prefiro ficar aqui dentro. Aproveito os segundos para me despedir de algo que logo, não é.
E o que se aprende
E o que se leva
Cultivo árduo
Estudo contínuo
S-a-u-d-a-d-e-s. Outra palavra que perde o sentido se repetirmos muito? Antes fosse, não sentir ¿saudades¿, ter tudo perto das mãos quando se quer, e como agora, tocar a flor, e ser a flor, mantê-la como está nesse exato momento, e fazer tudo durar pra sempre. Sempre existe?
Poderia fazer o favor de se retirar? O sinal já tocou.
Não. Não respondo pra quem não interessa. E vou continuar aqui. Ponto. Tenho só algumas horas e querem que eu saia. Sair de onde me forçaram tanto ficar. Agora, eu que não quero sair.
Falo com você!
Não escuto. A pétala é muda, não disse? Só alguns minutinhos. Só pra eu olhar cada tom diferente do amarelo que, às vezes, parece laranja, e do vento que corta as árvores ali em cima. Aqui tanto aprendi.
¿A arte é uma imitação¿
Imitação da vida. Imitação dos gestos humanos. Isso é minha vida. Este lugar é minha vida. E imito Hilda. Paráfrase e paródia. Prosa e poesia. Construo, aos poucos, folhas sobre folhas. Datas sobre datas.
Vou chamar o reitor!
A burocracia vence o sentimento. Abandono a plantação, fim da temporada. Hora de colher os frutos...A propósito, minha flor, muito obrigada!
Neste exato momento, 2005.

*ViviS* - 7:35 PM
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...::.Sexta-feira, Dezembro 09, 2005.::...


"Tudo é dor, e toda dor, vem do desejo de não sentirmos dor..."


Há uns 2 anos atrás, eu me lembro que estava lendo o blog do Renato, hoje extinto, e ele escreveu essa frase, que eu nem me toquei, no momento, que era da Legião Urbana, só sei que isso me tocou tão fundo. Durante muito tempo pensei nisso.

Pensar que a única certeza nossa nessa vida, além da morte, é a de que vamos sofrer. E pensar nisso pode ser tão desesperador... O que se tem na vida é a dor. Tem uma frase que eu nunca consigo me lembrar se é da Lya Luft ou da Clarice Lispector, mas ela diz algo assim: "As coisas estavam tão boas, que poderiam se tornar muito ruins a qualquer instante, pois tudo que amadurece plenamente tende a apodrecer".

Uma vez, na primeira aula de redação do primeiro colegial, prestes a completar 15 anos, a professora me perguntou: Do que você tem medo?
Medo? Da felicidade. Estar feliz é quase a mesma coisa que dizer que, logo, estaremos muito tristes. A idéia de poço e superfície. Quando se está no fundo do poço só podemos subir, enquanto se estamos na superfície, só temos a cair cada vez mais.

E na verdade, eu sempre fui de acreditar que o inferno é aqui, na própria terra. E felicidade? Só depois que se deixa essa vida. Até parece difícil, mas se pensar, o que vem a ser a tal felicidade plena, han? Eu nem sei do que se trata. Sentir-se plena e feliz em todos os segmentos da vida, relacionamento, família, emprego, carreira, estudos, amizades... acho que nunca.

E, por quê? Só a tristeza ensina. É sentindo na pele, chorando e tendo dor, que se aprende a não cometer os mesmo erros. E então, evitamos cometer os mesmos erros, para não sentirmos dor. Erramos para evitar que erremos mais tarde. E, repito, Tudo é dor, e toda dor, vem do desejo de não sentirmos dor.

*ViviS* - 10:51 AM
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...::.Quarta-feira, Dezembro 07, 2005.::...


Coisas que você queria saber sobre feminismo, mas não tinha pra quem perguntar.



Antes que fale qualquer coisa do gênero, é bom que fique bem explícito:
Feminismo:do Lat. feminas. m., sistema que preconiza a igualdade de direitos entre a mulher e o homem;

Portanto, não me venha com a história de que feminismo é machismo ao contrário, ok?

Podemos prosseguir então, a verdade é que sempre me senti uma a ovelha negra do movimento Riot Grrrl. Acho que porque sou contra todo e qualquer tipo de extremismos, e afins. Não sou adepta de revoluções drásticas, rebeliões, queima de sutiãs e tudo mais.

Assumidamente, faço regimes, uso maquiagem, tiro a sobrancelha, uso sainha, combino cores, um salto aqui ou ali, e tudo mais. Sempre me criticaram por isso, mas, eu do fundo meu coraçãozinho não acredito que as coisas conseguem ser mudadas com atitudes extremistas.

Acho que tudo no mundo vive em processo harmônico, lei da compensação, Lei de Lavoisier, Leis da física, Lei de ação e reação, uma ação minha acarreta em uma reação do próximo e assim por diante. Se eu der um soco em uma pessoa, não posso desejar receber um beijo em troca, o que eu faço eu recebo, e quase sempre, em dobro.

Para que, então, iria eu bater de frente com algo, se o que vou encontrar é só mais resistência? Eu penso que, o mundo está tão violento, que as pessoas não conseguem mais separar essas linhas de normalidade e brutalidade do comportamento humano, com a vida que a gente têm hoje em dia, putz, acordar e ver uma pessoa morta acaba sendo banalidade.

E agora, me dizem que eu deveria lutar contra padrões. E eu luto. No workshop sobre feminismo em Piracicaba, a Elisa nos pergunta, quem se considera feminista? Feminista nas ações mesmo, não na pose, mesmo nos pequenos detalhes. Eu parei um bom tempo pra pensar, e vi que eu não era como nenhuma daquelas meninas que estavam ali. Todas elas com suas namoradAs, usando roupas masculinas, gritando letras de harcore revoltadas, falando de união enquanto olhavam torto para mim e pro meu namorado. Se aquilo era ser feminista, eu definitivamente não sou. Nunca fiquei com outra garota, posso ter usado roupas masculinas, mas nunca com o intuito de realmente parecer masculina, já gritei letras de hardcore e hoje não acredito que apenas gritá-las seja suficiente, já falei em união sim, mas nunca olhei torto pra qualquer tipo de pessoa ou atitude.

Em compensação, nas poucas aulas que dou, falo para as meninas sobre conscientização e sobre não deixar o irmão mais velho, ou mais novo levar vantagens apenas por ser homem. Ensinei minha irmã a não se deixar submeter a qualquer atitude machista e principalmente a não ser submissa a irmão, pai ou namorado. Montei zines de auto-ajuda, que não tentavam modificar a massa e dizer coisas que todo mundo já está careca de dizer, mas tentava modificar a pessoa. E começar a considerar a menina como um produto do meio em que ela vive e a partir daí tentar modificar algo. Como chegar a uma menina de 14 ou 15 anos no pico da adolescência, com os hormônios a mil e falar para ela que tudo que ela gostou desde pequena não passa de um padrão para torná-la submissa à própria sociedade em que vive? Que as bonecas que ela brincava na infância eram estereótipos de beleza, que criavam na mente dela parâmetros de beleza associado a supremacia; ou que seu ídolo, seja quem for, por exemplo, a Sandy, era apenas um modelo de submissão para que ela se tornasse apenas mais uma, como dizer isso ?

Diretamente? Não! O choque é grande, e as raízes são muito mais profundas. Por isso eu prefiro acreditar que as melhores formas para se modificar algo nesse mundo é utilizar-se das mesmas ferramentas, partimos de algo em que ela acredita para mostrar algo que vai além do que ela já tenha visto.

Já chegaram a me dizer que os festivais que eu faço são apenas fachada, que eu me utilizo de roupagens feministas para atrair público e por fim, não faço mais do que política de pão e circo. E digo, que quem diz isso parte dos mesmos extremismos que mencionei lá em cima, exemplos básicos para compreensão de fatos:

1) Uma menina acostumada a passar horas na frente da televisão assistindo MTV, venerando bandas de países que ela nem sonha existirem, sabe por meio de um amigo, que soube por um amigo, que viu algo em algum poste da cidade, que haveria um festival de rock em algum lugar. Ela vai até lá e vê rapazes tocando, e junto deles garotas, meninas da sua idade, ou mais velhas, ou mais novas, em cima do palco, tocando guitarra, cantando, então ela percebe que ela também poderia fazer isso, e por que não?

2) Uma menina inconformada com a forma que o pai trata a mãe ou a ela mesma, sai em um final de semana com seus amigos para curtir um festival de rock e acaba recebendo um zine, ouvindo alguém no palco falar, e percebendo a movimentação de garotas, se dá conta que o que acontece em sua casa, é o mesmo que ocorre em todas as casas, e resolve se unir ao movimento em geral e fazer a sua parte.

3) Essa é a sua história...

A minha história? Eu descobri que algo estava errado somente quando eu tomei o meu primeiro pé-na-bunda daqueles bem doloridos. Somado a isso, algum amigo me mostrou uma fita de uma banda revoltadinha, eu me identifiquei, e comecei a ver que as coisas eram maiores do que elas realmente são. E tentar acabar com tudo em um só, com um só grupo de garotas, com uma só bandeira, um música, é impossível!

O que eu posso fazer? É escrever um texto, para 2 ou 3 pessoas que talvez pensem sobre ou isso, ou talvez não. E dizer que pouco a pouco, eu tento fazer a minha parte.

*ViviS* - 8:51 AM
"I luv rock n roll, so put another comment in the blogger, baby..." - Comentaí



TOP 5 DA SEMANA


1 - "Reinvento" - Gram
2- "Ficar em casa" - Poléxia
3 - "So much for the city"(inteiro) - The Thrills
4 - "Quando o sol aquece sementes mortas" - Dance of days
5 - "Be truthful" - Litro

*ViviS* - 8:42 AM
"I luv rock n roll, so put another comment in the blogger, baby..." - Comentaí





...Vivian Guilherme Marques...
Idade: 21 anos
Cidade: Rio Claro-SP
Facul: Letras- Uniclar
ICQ: 100020576 (off)
MSN: vivisgrrrlove@hotmail.com (on)
Email:vivisgrrrl@yahoo.com.br Orkut: Vivian Guilherme
Fotolog: vivis_rock


...Pra ouvir...
Violins
Spherya
Silverchair
Dominatrix
Nightwish
Evanescence
Butchies
Team Dresch
Pic Nic
Ludov
Gram
Biggs
Bambix
Dance of days
Smashing Pumpkins
Bush
Stratovarius
Smiths
Pearl Jam


...Pra ler...
"Com meus olhos de cão e outras novelas" - Hilda Hilst
"Perdas e ganhos" - Lya Luft
"Veronika decide morrer" - Paulo Coelho
"A paixão segundo GH" - Clarice Lispector
"Movimento punk na cidade" - Janice Caiafa
"Reflexões sobre os sentimentos" - Caruso Samel
"Vivendo, amando e aprendendo" - Leo Buscaglia
"Longe é um lugar que não existe" - Richard Bach
"Venha ver o pôr-do-sol" - Lygia Fagundes Telles


...Pra assistir...
Galera
Early Edition
Confissões de adolescente
Alto Falante
...
A dona da história
Jardim Secreto
Rock Star
Empire Records
Amores Possíveis
Amor além da vida
Quase famosos
1,99 - supermercado que vende sonhos
Fantástica fábrica de chocolates
Detroit Rock City


...Eu apóio as bandas...
Valeryana, Rio Claro/SP
Camus, Goiânia/GO
Samhaein, Rio do Sul/SC
Marsh Gas, Rio Claro/SP
Hal9000, Rio Claro/SP


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