Segunda-feira, Abril 19, 2004


Talvez este nem seja o nome correto para exprimir este sentimento, mas considero que esta é uma palavra que resume todas as outras: nostalgia, agradecimento, incapacidade, cultura e futuro.
Infelizmente, nesta nossa cultura ocidental só nos damos conta das coisas e as valorizamos depois que elas partem. E, este foi o segundo! Nosso segundo professor que faleceu... primeiro a empenhada professora de literatura - cancer-, agora, o engraçado professor de geografia -acidente de carro. Me pergunto, tantos outros que passaram na minha vida, por um 1 mês, 2 anos, 5 anos, 6? E tÊm-se notícia assim, um amigo que deixa mensagem no ICQ avisando, tudo tão frio e distante.
Aí, me lembro de cadeiras, carteiras, giz, lousa, gritos, bolinhas de papel, bicicletas para explicar a globalização, e parece tudo tão distante, ao mesmo tempo que tão vivo aqui dentro de mim. Como os anos passam! Lembro-me dos professores de primário, de colegial e até os de agora, de faculdade, e fico indagando se eu realmente dou à eles os valores que cada um merece.
Hoje voltou na minha cabeça uma das aulas de filosofia, quando o Tadeu disse que o maior prazer dele era dar aulas e poder contribuir nem que fosse um pouquinho para a nossa vida. E como ele contribuiu! Fez com que eu fosse mais "eu", não há dinheiro que compre aquela aula sobre 'Jonas' e o amor incondicional. Não há dinheiro que compre cada marquinha que cada professor deixou na minha personalidade, não só professores de escola, mas professora de vôlei, professor de violão, de canto, de pintura e de ballet (é mesmo! eu fiz ballet!) Foram tantos e tantas histórias para se contar e para lembrar, guardar e aprender, sempre e sempre!
Nem que seja aprender à nunca esquecer o quanto eu cresci, o quanto aprendi e o quanto ainda tenho a aprender. Queria dizer apenas, muito obrigada! Aos meus professores de escola, de colégio, de vida, por terem me ajudado a ser o que hoje sou! Muito obrigada!!!!!
E... até encontrei um versinho que estava no fim de uma das provas de história:
"Dois homens olham pela janela
Um vê a lama. O outro vÊ as estrelas!" (F. Langbridge)

*ViviS* - 12:06 AM
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Domingo, Abril 11, 2004


Palavras escritas, palavras descritas
Palavras compostas, palavras despostas
Soltas no ar, marcadas de negro
Em folhas brancas, branquinhas
Pequenininhas
Palavras em letras
Letras em palavras
Palavra-frase, palavra-chave
Chave da porta, abre e acorda
Palavra composta, compõe a porta
A porta que abre com a chave que acorda
Acorda a chave do coração que
Alarde, emoções que vazam
E transbordam palavras
Palavras despostas
Sem trono
Soltas no ar, pequenininhas
Marcadas de negro
Em folhas brancas
Tão brancas que abancam
Abarcam, marcam,
Abrem e partem.

*ViviS* - 11:12 PM
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Quinta-feira, Abril 01, 2004


Sangue!
Eu gostaria de ver sangue! E agora estou parecendo a Marcela falando, a Marcelinha...pequenininha, com carinha de boazinha e idéias sanguinárias. E isso seria um texto de ódio, raiva, mas resumo à irritação! Pois penso que ódio é um sentimento muito forte para ser gasto com algo tão inútil, banalidade...
E certas pessoas tem a capacidade de tirar as outras sério! De nos deixar com raiva, sem concentração e com pensamentos sanguinários. Às vezes, nem são pessoas, são situações e momentos.
Aí, me lembro de quando meus momentos de irritação se resumiam à aulas tediosas, programas chatos de TV, livros monótonos e música de rádio popular. Que saudades! Era muito mais fácil...se desligava o rádio, mudava o canal da televisão, desistia do livro e escrevia uma carta qualquer duarante a aula. Agora? Bom, acho que não seria legal se matásse quem me irrita. Só pelo fato que dá cadeia. Ah! Mas ela que me aguarde, quando acabar a faculdade tenho direito à cela especial, ixe!
Olha, ela que pare de ficar me provocando viu?! Esses comentários estúpidos sobre os meus textos, aliás, aproveitando a oportunidade, vou exibir meus conhecimentos teóricos acerca da literatura: Bom, de acordo com Wendel Santos e Bahktin e bla bla bla, todo texto possui vida própria, pois a partir do momento em que passo para o papel não é mais o autor quem escreve, mas sim o eu-lírico, o narrador, quando escrevemos não estamos registrando os fatos da forma como exatamente ocorreram, tiramos um pouco daqui, acrescentamos dali....afinal, um texto não é uma fotografia plena e muito menos um vídeo do ocorrido... Ao passo que, de acordo com Freud e Jung tudo que escrevemos, escrevemos pois já nos era conhecido estava no incosciente, sempre haverão ¿toques¿ pessoais em tudo, como uma personagem que não tenha aparentemente nada conosco, mas talvez ele seja um resumo de todos os nossos medos, por exemplo. Sendo assim, todo texto tem um pouco do autor, e ao mesmo tempo nunca é autobiográfico.
Ufa! Acho que respondi sua pergunta né?! ¿ Ah, agora estou falando paralelamente, me desculpa, mas momentos de irritação nos deixam assim... formulando respostas para o que nos irrita... perdão!
Então, aproveitando toda essa minha irritação ¿ que sempre serve de desculpa pra tudo- e esta conversa paralela, escrevo em letras bem pretinhas e bem grandinhas:
SOME DA MINHA VIDA CRIATURA!
Caramba! Tem gente que não se enxerga! Olha fofa, o texto número 2 foi em sua homenagem sabia? Inteirinho pra você, de presente ó! E, olha só, você conseguiu de novo! Mais um textinho só pra você! Está contente? Conseguiu me tirar do sério? Conseguiu me ver brava? Conseguiu com que eu tivésse mais vontade ainda de te matar? Conseguiu 2 textos só pra você? Parabéns!!!
Agora chega né?! Não aguento mais ficar perdendo tempo com banalidades, é... banalidades...iguaizinhas à você!
Entendeu? Percebeu? Então se manca, e perceba quando não é bem vinda! Tchau tchau! Fecha o livro logo! E vê se tem o bom senso de não aparecer mais, e muito menos ficar fazendo comentários!
Tchauuuu...

*ViviS* - 12:34 AM
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*ViviS*

13/05/1984
Rio Claro/SP
Facul. Letras Port./Ing.

Ao som de: "23 carnavais" - Violins


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